segunda-feira, 11 de junho de 2012

Até mais, Finlândia

So long, and thanks for all the fish.

Dentro de muito em pouco tempo embarco rumo à Pérola da África. Não sei com que frequência vou postar aqui, mas o nosso plano é atualizar diariamente o Blog e/ou Twitter, então pra quem tiver mais interessado (aquele beijo, mãe), sugiro que os visitem.

Dúvida pertinente: será que eu deveria mudar o nome do blog pra Ulado na Raganda?


Bônus: a passagem do tempo.

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terça-feira, 5 de junho de 2012

O futuro

Escolhas, escolhas...eu não quis falar no outro post porque ainda não tinha certeza se ia acontecer. Mas agora as passagens já estão compradas, então posso compartilhar:

Segunda-feira (11 de junho) estou indo pra Uganda. Vou ficar lá pouco mais de um mês, volto pra Finlândia dia 15 de julho.

Quando escrevi o post passado, eu tava pensando não só em como o fato de ter seguido a banda mudou meu ano finlandês, mas também meu verão (que teoricamente era pra ser me bronzeando na Europa) e muito provavelmente meu futuro...porque meu objetivo pessoal nesse mês que está por vir é acertar os próximos passos para continuar o desenvolvimento do sistema de monitoramento remoto para latrinas.

Sistema de moni-o-quê?

Monitoramento remoto de latrinas.



terça-feira, 29 de maio de 2012

A "noite"

Esse fim de semana fui para a casa de campo de uma amiga, em Luhanka. Essa é uma tradição daqui, quase todo mundo tem um chalé na beira do lago para onde eles escapam nos fins de semana e feriados. O contato com a natureza é importante para os finlandeses. A maioria dessas casinhas foram construídas por eles mesmos ou por algum antepassado. No caso dela, foi o avô quem construiu.

Fiz um vídeo exatamente à meia-noite. Ouçam o silêncio:


Ainda não peguei as fotos. Depois eu posto algumas aqui.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Escolhas

Mas o que eu vim aqui falar era outra coisa. Era sobre o poder das escolhas.

Não sei se já contei como me envolvi no projeto de Uganda. Logo quando cheguei, busquei me integrar logo com o novo ambiente. Um amigo me chamou pra um evento de recepção aos calouros, e eu fui. Lá, conheci um cara mais velho que nem era pra estar lá, mas estava. Ele ia viajar pro Brasil em dezembro, e ficamos conversando. Chamava-se Mikko.

Alguns dias depois, teve uma grande festa para marcar o início do ano letivo. Era para todos envolvidos com a universidade; professores, alunos, funcionários... Algumas fotos:

Era aniversário do Corinthians. Na esquerda está o Mikko.
A foto que já tinha postado mas não explicado.
O pessoal da Mecânica tinha uma catapulta jogando balões d'água.
Meu colega conseguiu pegar.

Eu passei a tarde nessa festa com os calouros que tinha conhecido no outro dia. Lá pelas tantas, tava chovendo, eles resolveram ir pra outro lugar e me chamaram pra ir com eles. Eu falei que sim...mas olhei pro lado, e vi uma bandinha passando. Na hora, resolvi ir lá assistir. Eles não quiseram, mas a banda estava me chamando. Eu falei que os encontrava depois, e segui a banda.

Sozinho.

Sozinho, mas por uns 30 metros. Porque encontrei de novo o Mikko. E começamos a conversar de novo, e ele perguntou "você conhece aquele prédio ali?". Falei que não. Era a Design Factory, que tanto falo.

Ele me levou pra conhecer. Me mostrou tudo, falou das coisas que aconteciam ali...e em determinado momento falou "ah não, vc precisa conhecer aquele cara". Era um professor. Ele começou a falar do curso que ele organizava ali mesmo, na Design Factory. Era o PDP.

Em cinco minutos de conversa eu já tinha mudado meus planos para o ano que começava: ia largar duas outras matérias para fazer o tal do PDP.

E no PDP, escolhi (e fui escolhido) para o projeto de Uganda.


Talvez se eu não tivesse seguido a banda, meu ano seria muito, mas muito diferente. Talvez tivesse ido a mais festas, passado menos noites em claro, talvez tivesse escrito mais neste blog. Talvez tivesse tido tempo pra me dedicar a aprender finlandês. Quem sabe? Eu não tenho como saber. A única certeza que tenho é que não teria visto a banda cuspindo fogo nem iria para Uganda, mas fora isso, é bem difícil imaginar.

Naquela fração de segundo, eu escolhi ir ver a banda. Alguma coisa me chamou. Pareceu besta no momento, mas quanto mais penso nisso, menos acho que era assim tão besta.

E a cada minuto que passa, sinto-me mais grato por aquela sábia decisão.


Edit: eu tinha comentado sobre isso neste post. Relendo, acho que já imaginava o quanto esse dia ia mudar minha história...

O fim do PDP e o MoA

Eu vim aqui pra falar de outra coisa, mas faz um tempo que não dou notícias, então este post era necessário.

Dia 27 de Abril aconteceu a cerimônia de encerramento do Product Development Project, a matéria do tão falado projeto de Uganda. Link para a última sessão de apresentações (o nosso começa aos 36:55).

E no dia 8 de maio começou o MoA 2012, Masters of Aalto University. É um evento anual da escola de artes da Aalto em que os alunos apresentam seus trabalhos. O galpão onde ele ia acontecer não tinha banheiros adequados. Para muitos, um problema. Para nós, uma oportunidade.

Trabalhamos com os arquitetos que projetaram os banheiros a serem construidos, e incorporamos algumas das nossas ideias neles. As torneiras utilizadas são as que desenvolvemos, a água utilizada para lavar as mãos escoa para um pequeno jardim. A área também tem uma exposição similar à que preparamos para o evento de 27 de Abril.

Eu também arranjei meu primeiro "emprego" finlandês, fazendo a manutenção dos banheiros. Como não há encanamento, temos que esvaziá-los. Carregar e esvaziar galões de 20 litros de urina realmente faz você repensar alguns conceitos.

Mais informações e fotos no blog do projeto.

sábado, 5 de maio de 2012

O poder da camisa social

Eu trouxe do Brasil um monte de camisa de futebol por um simples motivo: depois de lavar, não precisa passar. Então se eu não to usando uma dessas, eu to com uma camiseta de algodão... amassada, claro.

Um tempo atrás vi uma loja em promoção e comprei uma camisa social por, sei lá, uns 5 euros. Bonita, nova. "Vai que um dia eu preciso."

O fato é que o dia que eu precisaria de uma camisa social nunca chegou, ou se chegou, eu não percebi e apareci vestido de Ronaldo no Curíntia. Mas ontem, por nenhum motivo especial, resolvi usar a tal camisa. Nada demais, calça jeans e mangas arregaçadas até o cotovelo.

O fato é que três meninas que me vêem praticamente todos os dias falaram a mesma coisa: "You're looking handsome today, João!". Minha resposta pra todas foi "I look handsome everyday, you just washed your eyes better this morning."

Se bobear eu tava precisando de uma revisão do meu guarda-roupa. Ou não...podem acabar pensando que sou um cara sério. Vai Curíntia!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

"Oh, and buy some cabbages too!"

No outro sábado a gente tava na Design Factory construindo os banheiros que vamos ter na Gala próxima sexta...vieram alguns ugandenses também, e um deles trouxe chapati, uma espécie de pão. Daí um amigo espanhol e eu fomos no mercado comprar coisas pra fazermos rolex, uma comida popular em Uganda. Eles falaram pra gente comprar ovos, tomate, cebola, etc etc...e por último, "cabbages".

Beleza, fomos no mercado, e pegamos tudo...mas faltavam... cabbages. Paramos os dois na frente dos vegetais. Alguns momentos passaram, até que eu falei:
"Dude, get the cabbages."
"I don't know what cabbages are."
"You're kidding me! You don't know what cabbages are?!?!"
"No."
"Me neither."

Aí peguei meu celular...Google Translate > cabbages > Português

"It's 'repolho' in Portuguese! Do you know now?"
"No."

Google Translate > cabbages > Espanhol

"It's 'col'. Do you know now?"
"Yep!"
"OK, you can get them."
"I don't know how they look like."
"You're kidding me! You don't know what cabbages look like?!?!"
"No."
"Me neither."

Google Search > cabbages > Imagens

"It's that one. Let's go."

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Traí meu amor

...mas foi por uma boa causa. Voltei a usar Arduino.

"Quê?", você pode estar se perguntando. Leia o último post que você entende. E depois leia o post do blog do projeto que explica um pouco mais do que tenho feito nos últimos dias:

http://aalto-uniceffinland.idbm.pdp.fi/2012/04/the-happiest-text-message-in-the-history-of-mankind/

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Amor verdadeiro

Eu geralmente sou meio fechado sobre esse tipo de assunto, mas preciso falar: tô apaixonado. Não conhecia antes, mas depois dessa semana...ahh, meu coração bateu mais forte.

O nome dela é Teensy. Aqui uma foto dela:


É uma plaquinha com um microcontrolador. "Quibom", você deve estar pensando, mas eu explico: é um mini-computadorzinho no qual vc pode ligar várias coisas e fazer, bem, basicamente o que quiser com ele. Motores, luzes, sensores, chaves, botões, o que sua mente maluca desejar.

A mágica dele é que também é compatível com Arduino. Com o passar do tempo, os componentes (sensores, LEDs, motores...) ficaram muito baratos. Apesar do baixo preço, eles não eram acessíveis pra todo mundo por que nem todos tinham o conhecimento necessário pra mexer com eles, muito menos usar um microcontrolador pra operar esse monte de tranqueira. Foi pensando nisso que os criadores do Arduino desenvolveram, bem, o Arduino.

Com o ele, fica muito fácil "brincar" de eletrônica e programação. É extremamente fácil conectar os periféricos, e a placa já tem todos os componentes básicos embutidos. Ou seja, é só ligar um cabo USB (que você provavelmente já tem e nem sabe) e em questão de minutos começar a ver os resultados.

A internet tem bilhões de exemplos, então o aprendizado é muito rápido. Boa parte das pessoas brincando com Arduino não é especialista, então é tudo feito de uma forma que qualquer um possa entender e, porque não, brincar também.

Resumindo: é genial.


Essa plaquinha aí da foto que achei no google é um pouco diferente do Arduino original porque além de ser minúscula também permite programação em C, que é mais flexível que a do Arduino (mas um pouco mais complicada).

Vamos usar uma dessas no projeto. Nós vamos fazer...ah, outro dia eu conto.